Carta #6 – Quanto a sua personalidade influencia em seu ensino?

São José dos Campos, 22 de julho de 2021.

Queridos amigos leitores,

Minha intenção hoje, quando sentei aqui para escrever, era dizer que hoje preferia não dizer nada e só saber como vocês estão.

Na verdade ainda espero isso, mas como pensei em explicar algo sobre a personalidade, pensei em aproveitar e falar sobre isso também.

Creio que vocês já conhecem esses estudos antigos da personalidade sobre introversão e extroversão. Antes eu pensava que extrovertidas eram pessoas mais falantes, enquanto os introvertidos eram mais quietos.

Depois eu aprendi que a ideia de introversão, na verdade, tem maior relação com sua forma de lidar com as demandas sociais e com o que consome e restaura sua energia física, emocional, mental e espiritual.

Basicamente, as pessoas extrovertidas são aquelas que precisam de contato com outras pessoas para reabastecer seu ânimo e energia, inclusive física, realinhando assim suas perspectivas e se sentindo prontos para os desafios da vida.

Já as pessoas introvertidas são aquelas que precisam ficar sozinhas e em silêncio um tempo para alcançar o mesmo fim. São as pessoas que preferem estar com poucas pessoas, os mais próximos, e que necessitam de uma quantidade maior de energia quando precisam interagir com mais pessoas.

Eu confesso que fiquei bem feliz quando entendi tudo isso. Primeiro, porque percebi que eu não era uma pessoa estranha demais (pelo menos não tanto. rsrs). Segundo, porque isso me ajudou a lidar melhor com as demandas da vida e inclusive com minha forma de ensinar.

Sempre digo aqui e nos cursos que professores, pais e educadores em geral deveriam conhecer a si mesmos e o que precisam para ficar bem, porque se você não está bem, dificilmente encontrará a paciência e tranquilidade necessárias para ensinar e interagir com as crianças.

No meu caso, comecei a perceber que havia momentos em que precisava ir para a sala dos professores e ficar ali só conversando uns minutinhos com os colegas para espairecer um pouco (o que, geralmente, significava desabafar sobre os problemas todos de lidar com tantas demandas do ensino e comportamento das crianças). Mas quando precisava “recalcular a rota”, rever minhas prioridades, organizar meu planejamento e me sentir bem outra vez, eu escolhia um canto para ficar sozinha.

E você, como é sua personalidade e como você recarrega suas forças para seguir adiante?

Bom, para quem sentou-se aqui só para perguntar como vocês estão porque estava precisando ficar em silêncio, até que consegui escrever bastante.

Então me contem como vão vocês. Afinal, uma carta que vai sempre recebe outra de volta, não é?

Um abraço,

Katarine

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