Como montar uma sequência de atividades para aproveitamento da leitura

Uma das vantagens da leitura dos livros clássicos é, como já dissemos, a riqueza que essas histórias já trazem em si mesmas, de modo que a leitura em família se torna uma fonte de conhecimento, reflexões e aprendizado, mesmo para considera que não teve uma boa formação.

Embora a leitura em voz alta já seja uma ótima atividade para trabalhar vários aspectos, grande parte do aprendizado acontece antes e depois do momento da leitura, quando exploramos melhor os temas e questões da história.

Nesse segundo passo a passo (veja aqui o primeiro, sobre como organizar seu programa de leitura anual), quero mostrar como você pode montar uma sequência de atividades simples e eficazes para o bom aproveitamento da leitura.

Primeiro Passo: antes da leitura

Antes de começar nós “preparamos o terreno” criando expectativas, contextualizando a história e esclarecendo previamente alguns termos mais difíceis:

Segundo Passo: após a leitura

As conversas que desenvolvemos a partir de uma boa história sempre são ricas e nos ajudam a refletir sobre nossa própria vida. Uma sugestão para trabalhar de modo mais direcionado é conversar sobre as atitudes das personagens e comparar com as nossas:

Esse momento não precisa ser logo após a leitura. Se você lê à noite, pode deixar as conversas para o dia seguinte durante uma das refeições ou em algum momento mais tranquilo do dia.

Aqui também você pode relacionar as virtudes e vícios com os princípios que estão na raiz dessas ações:

Terceiro Passo: uma vez por semana ou por mês

As histórias clássicas são uma fonte quase inesgotável de conhecimento e cultura. A partir de uma boa história você consegue aprender muito sobre cultura geral. Escolha um dia da semana ou do mês para aprofundar esses tópicos e crescer com as crianças em conhecimento:

Mantenha em mente que esse aprendizado é não formal. Ou seja, diferente da hora de estudos, que realmente requer disciplina e perseverança para treino e exercícios, aqui o foco é desfrutar de tempo em família e aprender com leveza enquanto navegam pelas aventuras da história.

E se quiser tornar ainda mais leve, use nossos materiais do Programa Valores e Virtudes, preparados para que você passe menos tempo pesquisando e preparando, e mais tempo criando vínculos e desfrutando de tudo isso com sua família.

Aproveite e comece hoje mesmo a preparar seu projeto para conduzir sua família a lugares mais altos.

Um abraço,

Katarine Jordão

P.S.: Se você já tem o material Estudo das Virtudes, baixe aqui um cronograma que preparamos com uma sugestão de como dividir as atividades propostas para uma lição por semana:

Como organizar seu programa para um ano de leitura dos clássicos com as crianças?

Para conseguir concluir algo é preciso planejar antes de começar, certo? Essa história de ir fazendo conforme o momento é legal, mas com o tempo começamos a sentir falta de seguir uma estrutura mais organizada que nos permita sentir que estamos progredindo e não apenas dando voltas. Uma rotina leve e eficaz traz segurança e tranquilidade para as crianças e também para os pais.

Então vamos lá:

Passo 1: Antes de tudo, defina os livros que serão trabalhados. No caso do nosso programa dos clássicos os livros são:

  • As aventuras de Pinóquio
  • O mágico de Oz
  • Heidi, a menina dos Alpes
  • Rei Arthur e os cavaleiros da Távola Redonda

Passo 2: A segunda providência é anotar a quantidade de capítulos de cada livro. Depois, veja o tamanho dos capítulos. Algumas vezes um capítulo é tão pequeno que juntamos com outro. Outras vezes o capítulo é tão longo que precisamos separar a leitura em dois ou mais dias.

Passo 3: Agora é hora de pensar quantas lições você fará por semana.

Aqui nós consideramos a leitura da 1 capítulo por dia no caso de livros com capítulos curtos, e um capítulo a cada dois dias para os mais longos. (Sempre melhor planejar um ritmo mais leve do que achar que vai dar conta de tudo e desanimar depois).

Passo 4: Hora de incluir os imprevistos e outras atividades.

No nosso caso, incluímos 4 semanas no início, para trabalhar o Estudo das Virtudes, que é um material de introdução. Para manter um ritmo leve, como acreditamos aqui, deixamos duas semanas a mais em cada livro: uma para um intervalo de descanso, e outra considerando imprevistos que atrasem a leitura.

Passo 5: Finalmente, hora de planejar quais atividades você fará além da leitura.

Isso, claro, depende de quanto tempo vocês têm em família. Depois vou mostrar nossa sugestão de uma sequência simples e produtiva para explorar tudo que essas histórias lindas têm a oferecer.

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AFTERSCHOOLING: como montar seu programa

Seguimos em nossa minissérie sobre o Afterschooling, essa modalidade para os pais que querem assumir a frente do processo educativo de seus filhos mesmo que eles frequentem a escola.

Se ainda não viu você pode ler aqui:
Afterschooling: educação além da escola [Parte 1]
Afterschooling: educação além da escola [Parte 2]

E para enriquecer ainda mais o tema, neste sábado, dia 20, nós realizamos uma série de 5 lives, ao longo do dia, para conversar sobre como montar um programa de forma prática.

Caso não tenha conseguido assistir ao vivo ou queira rever as aulas, até dia 26 você pode assistir à gravação. Para acessar aos links, inscreva-se no nosso canal do Telegram, ou assine nossa newsletterhttps://bit.ly/Newsletter-ECS para receber em seu e-mail.

Até mais,

Katarine

Quem pode adotar o afterschooling? [Minissérie Afterschooling: educação além da escola – Parte 2]

“Decidi assumir a frente do processo educativo de meu filho. E agora… Por onde começar?”

Certamente é nobre a decisão de envolver-se de forma ativa e não deixar nas mãos de outras pessoas ou organizações a educação de seus filhos. Mas nós fazemos parte de uma cultura que vem, há anos, afastando os pais desse processo. É por esta razão que tantos pais sentem-se pouco preparados para essa tarefa.

Em 2016 eu conheci um senhor uruguaio chamado José Gonzalez, que trabalha com formação de líderes nos Estados Unidos. E uma brevíssima história que ele compartilhou ficou marcada na minha memória. Estávamos em um congresso de educadores da AECEP e fui assistir ao workshop que ele apresentou sobre o papel imprescindível da família na educação. Ele contou:

“Certa vez, fui convidado a participar de um evento para pais em um local de situação econômica bastante precária. Ali, quando falava sobre o papel dos pais no desempenho acadêmico das crianças, um pai levantou a mão e disse: “Isso não é para mim. Eu não sei nem ler; como vou ajudar meu filho?”. E vários outros pais e mães concordaram. Naquela noite, fui para o hotel e fiquei pensando sobre isso. Então peguei um papel e uma caneta e comecei a escrever: Coisas que os pais podem fazer pela formação de seus filhos mesmo que não saibam ler. No dia seguinte havia uma nova palestra e eu me levantei e disse àqueles pais: “Hoje eu tenho aqui uma lista; quero falar sobre 100 coisas que um pai ou mãe que não aprenderam a ler e escrever podem fazer para oferecer uma boa formação aos seus filhos”.

Cem coisas! Mesmo alguém que não sequer aprendeu a ler!

Eu fiquei encantada com aquela história! Naquela época eu acreditava e defendia que os pais podem, sim, assumir o papel principal na educação de seus filhos – tanto que tinha montado um minicurso para as mães dos meus alunos que queriam aprender como ensinar as crianças a estudar. Ouvir aquele senhor que já vivera tantas coisas como diretor de escola me animou ainda mais!

Mas, afinal, o que os pais podem fazer de tão importante? Qualquer pessoa pode assumir a educação de seu filho?

Para entender melhor esse aspecto, é preciso compreender antes a diferença entre os três tipos de educação: EDUCAÇÃO FORMAL, EDUCAÇÃO INFORMAL e EDUCAÇÃO NÃO-FORMAL

Embora existam algumas visões diferentes quanto ao sentido mais específico de cada tipo de educação, de forma geral entende-se que existem três deles:

INFORMAL: é a que acontece sempre que alguém aprende algo de forma espontânea. Quando você ensina a criança a contar o troco da padaria, quando, em uma conversa, ensina sobre honestidade, ou quando alguém, lendo um livro, descobre o que é uma bétula.

FORMAL: é aquela que possui uma estrutura definida quanto aos conhecimentos e habilidades básicas que uma pessoa precisa. É organizada em ciclos ou séries e inclui avaliações para verificar o aprendizado. Basicamente é o processo que vai do Ensino Fundamental até a universidade.

NÃO FORMAL: diz respeito a toda iniciativa de ensino que possui uma organização com objetivos de aprendizagem, sequência e método, porém não faz parte do programa de educação formal. É a que acontece em classes de escola dominical em uma igreja, ou em cursos livres, por exemplo.

Como sabemos, assumir a educação formal de uma criança é uma grande responsabilidade. E exige, sim, conhecimento, preparo e tempo. Especialmente quando a criança já está nas séries mais adiantadas do Ensino Fundamental, quando o conteúdo vai se tornando mais complexo. Muitas famílias têm feito dessa sua missão e sua profissão – o que é realmente valoroso.

A questão é que a educação formal é só uma parte da formação da criança. Primeiro porque nossa formação – inclusive intelectual – começa muito antes de aprendermos a decodificar letras e fonemas, ou aprendermos a calcular. Ela começa com as conversas, hábitos e atitudes que vivenciamos em nossa família. E mesmo quando nosso curso de educação formal é concluído, nossa educação informal e não formal prossegue por toda a vida.

Mas aqui, quando conversamos sobre o Afterschooling (nessa proposta que apresentei na Parte 1), nosso objetivo é mostrar que assumir a educação da criança tem essa característica conhecida como não formal. É quando o que você faz no dia a dia está direcionado por um objetivo – é uma educação intencional.

Mas isso vai muito além de comprar materiais e ficar pesquisando métodos. Trata-se de saber para onde você está indo. Trata-se de conhecer seus filhos, considerar o que cada um deles têm de dificuldades, êxitos e desafios, e trabalhar para que eles tornem-se quem foram criados para ser.

Certa vez, lendo o livro “A idade da oportunidade”, de Paul David Tripp, parei em um trecho em que o autor falava sobre o projeto que ele e a esposa haviam feito para cada filho. Aquela ideia me pareceu espantosamente nova naquele momento. Pais fazendo um projeto sobre como educariam seus filhos? Eu estava muito acostumada com a prática de elaborar projetos de ensino, mas nunca cogitara ver pais fazendo isso.

Mas entendi que não deveria me causar supresa. Nós fazemos projetos e planos para viagens, para construir uma casa, para reformar um cômodo, para um evento de casamento… Como não faríamos isso ao considerar algo tão mais valioso como a vida daqueles que Deus colocou em nossas mãos?

E é nesse sentido que apresentamos aqui a proposta de Afterschooling: uma postura de quem sabe que tudo o que envolve a vida familiar está moldando, de alguma forma, o caráter, as emoções e o intelecto de seus filhos. É a decisão de educar de forma intencional, focando nas habilidades e atitudes que cada criança precisa desenvolver e trabalhando isso nas atividades do dia a dia.

Antes de prosseguirmos nessa série, convido você a refletir e compartilhar conosco aqui nos comentários, caso considere adequado:

Você tem, hoje, um projeto claro sobre o que precisa desenvolver com cada um de seus filhos na área intelectual, na área física, no caráter e na fé?

No próximo sábado, dia 20, teremos uma série de 5 lives para conversar sobre como você pode montar um programa de Afterschooling de forma prática. Quer aprender? Então clique nos links para já ativar o lembrete no Youtube e participar conosco:

AFTERSCHOOLING: COMO MONTAR SEU PROGRAMA

20/11 (sábado)

08h30 – 1 – Escolhendo sua base

10h30 – 2 – Incluindo tópicos de conhecimento e habilidades físico-motoras

14h30 – 3 – Incluindo o desenvolvimento das habilidades de linguagem

16h30 – 4 – Incluindo o desenvolvimento das habilidades cognitivas

20h30 – 5 – Incluindo o desenvolvimento das habilidades de caráter e fé

A importância dos bons amigos para as crianças



Essa semana tenho pensado muito sobre como as crianças precisam de bons amigos. 

No último sábado nós tivemos um tempo muito bom na nossa primeira aula do Clube Volta ao Mundo em Família, e em vários momentos eu sorri vendo como é bom esse ambiente inspirador.

A Tessane apresentou na aula um barco Viking que ela montou com Lego – dois elementos que têm relação com a Dinamarca, o país da nossa viagem. O Rafael, o Vitor e o Vini, que estavam assistindo, ficaram empolgados e disseram que queriam montar um também.

A Daniele contou que conseguiu colocar em prática nosso Desafio Virtude da Fortaleza com a história do Patinho Feio, e que dessa vez não chorou quando foi tomar vacina, e foi forte quando seu passarinho morreu. O Vini, que estava assistindo, disse que ainda não é muito forte porque ainda tem medo da vacina, mas que da próxima vez vai tentar também. E também a Milena, o Arthur e a Isabela disseram que vão tentar ser fortes.

O Rafael apresentou várias curiosidades que ele descobriu sobre a Dinamarca. A Manuela, que estava assistindo, ficou animada e disse que na próxima aula também quer participar para mostrar o que aprendeu.

E em tudo isso eu só pensava: como é BOM podermos criar um ambiente alegre onde conhecimento e virtudes se tornam tão práticos e tão bons que as crianças sentem-se encorajadas a buscar isso para a vida delas também!

Esperamos muito que o nosso clube continue a promover essa interação entre famílias tão lindas que, apesar das dificuldades da vida conseguem ir cultivando no coração de seus filhos o amor pelo que verdadeiramente importa. 

Ah! A nossa aula ficou gravada! Clique abaixo para assistir com a sua família!

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AFTERSCHOOLING: educação além da escola [Parte 1]

O que é afterschooling?

Há alguns anos o movimento em favor do homeschooling – educação domiciliar – tem ganhado força no Brasil, especialmente por defender que a família pode e deve assumir o papel principal na educação de seus filhos. Muitas famílias, no entanto, sabem que assumir a educação formal da criança em casa exige muito preparo e disponibilidade de tempo, o que nem sempre é possível. Neste contexto é que a prática do afterschooling tem sido apresentada como uma modalidade educativa viável para muitas famílias.

Mas por que é preciso falar sobre isso?

Houve um tempo, no Brasil, em que as pessoas olhavam para livros com mais de 300 páginas e diziam: “Deus me livre de um livro tão grande! No máximo leio gibi da Turma da Mônica.” E todos achavam isso muito engraçado. Afinal, ser brasileiro era sinônimo de ser festeiro, animado, e sem muita preocupação com tudo isso de conhecimento.

E seguíamos assim, entre os piores do mundo na capacidade de entender um texto ou produzir algo mais importante do que desfile de escolas de samba ou futebol…

Embora muitas pessoas ainda sintam dificuldade em ler qualquer texto com mais de 1.000 caracteres, há alguns anos um grupo de pessoas têm despertado. Nos sentimos como quem acorda de um sono confuso e se pergunta: “Quantas lacunas eu percebo na minha formação! Quanto eu deixei de crescer e desenvolver minha mente, minhas habilidades, meu espírito e meu coração! Quanto tempo eu perdi esperando que outros resolvessem minha vida e meus problemas!”

E entre esses que despertam estão muitos pais e mães que, ao olhar para seus filhos, percebem que era hora de uma mudança. Entendendo que não resolveria ficar reclamando do governo ou esperando que algum dia a educação fosse melhor, levantaram-se e começaram a trabalhar para oferecer aos seus filhos uma formação diferente. Pais e mães que querem, um dia, ver em seus filhos homens e mulheres fortes, inteligentes, felizes e bem preparados para cumprir sua vocação, mesmo vivendo em meio a um mundo caótico e sem Deus.

Os problemas, no entanto, começam assim que você toma essa decisão. Especialmente hoje, quando somos bombardeados por todos os lados com tantas informações. Por onde começar? Quando? Qual a melhor forma de ensinar meus filhos? Como posso ajudar meus filhos se nem eu mesmo sei o que eles devem estudar em cada etapa? E se eu estiver exigindo demais? E se perder a fase em que eles conseguem aprender?

Em resposta a perguntas como essas é que temos trabalhado aqui, buscando orientar aos pais que estão determinados a assumir o papel principal na educação de seus filhos, mas sentem-se perdidos e sobrecarregados ao pensar sobre o que fazer em meio a tantas informações. Nosso propósito é ajudar cada família a descobrir o perfil da SUA família, as habilidades de intelecto e caráter que o SEU filho precisa desenvolver hoje e focar nisso, livrando-se da pressão de tentar fazer tudo o que outros fazem – ou dizem que você deveria fazer – e ganhando mais tempo para viver, de forma tranquila, o que realmente importa.

Nesse caminho, que começamos oficialmente em 2016, encontramos muitas famílias que não praticam o homeschooling, mas ainda fazem questão de assumir o papel principal da educação dos seus filhos, mesmo que eles frequentem a escola. A esse formato de educação nós chamamos hoje de Afterschooling – ou depois da escola. Foi assim que meus pais me educaram e sou imensamente grata a eles por isso. E para ajudar aos pais que também querem fazer isso nós decidimos fazer aqui uma pequena série de textos explicando melhor como você pode adotar esse formato de educação de modo organizado para conduzir seus filhos para lugares mais altos.

1. O QUE É AFTERSCHOOLING?

Quem decide o que seus filhos vão aprender?

Neste tópico vamos conhecer um pouco melhor sobre essa modalidade de ensino que tem sido adotada por pais que não abrem mão de estar à frente do processo educativo de seus filhos, mesmo que eles frequentem a escola.

O termo after-school, do inglês, significa literalmente “depois da escola”, e começou a ser usado de modo mais específico no final da década de 1880, quando algumas organizações americanas passaram a criar programas de reforço escolar e atividades extracurriculares para complementar o que a escola não tinha condições de ensinar em horário normal, ou trabalhar as dificuldades específicas das crianças em seu desempenho acadêmico.

Na verdade programas assim começaram bem antes que o nome “afterschooling” se tornasse comum – especialmente por iniciativa de indivíduos e igrejas em diferentes países, que tinham como intenção ajudar as crianças em situação de risco ou que começavam a deixar o trabalho infantil e ter acesso à educação escolar.

Com o passar do tempo, no entanto, esses programas foram se tornando mais organizados, assumindo a característica de complementar a educação escolar, ou seja, trabalhar o que a escola não tinha condições de trabalhar em seu horário normal.

Hoje, diversos grupos defendem que o afterschooling domiciliar trata-se deste complemento, por parte dos pais, ao que a escola não oferece. Aqui, no entanto, nossa proposta é de algo diferente: defendemos que a escola é que deve ser um complemento à educação que os pais escolheram para seus filhos. Quando os pais assumem o papel principal, eles é quem determinam a educação que seus filhos receberão.

Antes de passar para o próximo tópico, reflita sobre este aspecto e compartilhe conosco nos comentários abaixo: como você vê, hoje, a situação da sua família?

1 – ESTOU À FRENTE – Temos um projeto de educação e formação de nossos filhos, e contamos com auxílio da escola, tutores, cursos ou materiais para complementar com o ensino que exige conhecimento especializado.
2 – ESTOU COMPLEMENTANDO – Nós complementamos a educação escolar, ensinando alguns outros assuntos que queremos que eles aprendam e que a escola não trabalha.
3 – ESTOU AJUDANDO – No momento nós temos apenas ajudado nas lições de casa e atividades que a escola propõe.

Katarine Jordão
Educar com Sapiência

FONTES DE CONSULTA:

HALPERN, Robert. A Different Kind of Child Development Institution: The History of After-School Programs for Low-Income Children. Teachers College Record Volume 104, Number 2, March 2002, pp. 178–211.