AFTERSCHOOLING: como montar seu programa

Seguimos em nossa minissérie sobre o Afterschooling, essa modalidade para os pais que querem assumir a frente do processo educativo de seus filhos mesmo que eles frequentem a escola.

Se ainda não viu você pode ler aqui:
Afterschooling: educação além da escola [Parte 1]
Afterschooling: educação além da escola [Parte 2]

E para enriquecer ainda mais o tema, neste sábado, dia 20, nós realizamos uma série de 5 lives, ao longo do dia, para conversar sobre como montar um programa de forma prática.

Caso não tenha conseguido assistir ao vivo ou queira rever as aulas, até dia 26 você pode assistir à gravação. Para acessar aos links, inscreva-se no nosso canal do Telegram, ou assine nossa newsletterhttps://bit.ly/Newsletter-ECS para receber em seu e-mail.

Até mais,

Katarine

Quem pode adotar o afterschooling? [Minissérie Afterschooling: educação além da escola – Parte 2]

“Decidi assumir a frente do processo educativo de meu filho. E agora… Por onde começar?”

Certamente é nobre a decisão de envolver-se de forma ativa e não deixar nas mãos de outras pessoas ou organizações a educação de seus filhos. Mas nós fazemos parte de uma cultura que vem, há anos, afastando os pais desse processo. É por esta razão que tantos pais sentem-se pouco preparados para essa tarefa.

Em 2016 eu conheci um senhor uruguaio chamado José Gonzalez, que trabalha com formação de líderes nos Estados Unidos. E uma brevíssima história que ele compartilhou ficou marcada na minha memória. Estávamos em um congresso de educadores da AECEP e fui assistir ao workshop que ele apresentou sobre o papel imprescindível da família na educação. Ele contou:

“Certa vez, fui convidado a participar de um evento para pais em um local de situação econômica bastante precária. Ali, quando falava sobre o papel dos pais no desempenho acadêmico das crianças, um pai levantou a mão e disse: “Isso não é para mim. Eu não sei nem ler; como vou ajudar meu filho?”. E vários outros pais e mães concordaram. Naquela noite, fui para o hotel e fiquei pensando sobre isso. Então peguei um papel e uma caneta e comecei a escrever: Coisas que os pais podem fazer pela formação de seus filhos mesmo que não saibam ler. No dia seguinte havia uma nova palestra e eu me levantei e disse àqueles pais: “Hoje eu tenho aqui uma lista; quero falar sobre 100 coisas que um pai ou mãe que não aprenderam a ler e escrever podem fazer para oferecer uma boa formação aos seus filhos”.

Cem coisas! Mesmo alguém que não sequer aprendeu a ler!

Eu fiquei encantada com aquela história! Naquela época eu acreditava e defendia que os pais podem, sim, assumir o papel principal na educação de seus filhos – tanto que tinha montado um minicurso para as mães dos meus alunos que queriam aprender como ensinar as crianças a estudar. Ouvir aquele senhor que já vivera tantas coisas como diretor de escola me animou ainda mais!

Mas, afinal, o que os pais podem fazer de tão importante? Qualquer pessoa pode assumir a educação de seu filho?

Para entender melhor esse aspecto, é preciso compreender antes a diferença entre os três tipos de educação: EDUCAÇÃO FORMAL, EDUCAÇÃO INFORMAL e EDUCAÇÃO NÃO-FORMAL

Embora existam algumas visões diferentes quanto ao sentido mais específico de cada tipo de educação, de forma geral entende-se que existem três deles:

INFORMAL: é a que acontece sempre que alguém aprende algo de forma espontânea. Quando você ensina a criança a contar o troco da padaria, quando, em uma conversa, ensina sobre honestidade, ou quando alguém, lendo um livro, descobre o que é uma bétula.

FORMAL: é aquela que possui uma estrutura definida quanto aos conhecimentos e habilidades básicas que uma pessoa precisa. É organizada em ciclos ou séries e inclui avaliações para verificar o aprendizado. Basicamente é o processo que vai do Ensino Fundamental até a universidade.

NÃO FORMAL: diz respeito a toda iniciativa de ensino que possui uma organização com objetivos de aprendizagem, sequência e método, porém não faz parte do programa de educação formal. É a que acontece em classes de escola dominical em uma igreja, ou em cursos livres, por exemplo.

Como sabemos, assumir a educação formal de uma criança é uma grande responsabilidade. E exige, sim, conhecimento, preparo e tempo. Especialmente quando a criança já está nas séries mais adiantadas do Ensino Fundamental, quando o conteúdo vai se tornando mais complexo. Muitas famílias têm feito dessa sua missão e sua profissão – o que é realmente valoroso.

A questão é que a educação formal é só uma parte da formação da criança. Primeiro porque nossa formação – inclusive intelectual – começa muito antes de aprendermos a decodificar letras e fonemas, ou aprendermos a calcular. Ela começa com as conversas, hábitos e atitudes que vivenciamos em nossa família. E mesmo quando nosso curso de educação formal é concluído, nossa educação informal e não formal prossegue por toda a vida.

Mas aqui, quando conversamos sobre o Afterschooling (nessa proposta que apresentei na Parte 1), nosso objetivo é mostrar que assumir a educação da criança tem essa característica conhecida como não formal. É quando o que você faz no dia a dia está direcionado por um objetivo – é uma educação intencional.

Mas isso vai muito além de comprar materiais e ficar pesquisando métodos. Trata-se de saber para onde você está indo. Trata-se de conhecer seus filhos, considerar o que cada um deles têm de dificuldades, êxitos e desafios, e trabalhar para que eles tornem-se quem foram criados para ser.

Certa vez, lendo o livro “A idade da oportunidade”, de Paul David Tripp, parei em um trecho em que o autor falava sobre o projeto que ele e a esposa haviam feito para cada filho. Aquela ideia me pareceu espantosamente nova naquele momento. Pais fazendo um projeto sobre como educariam seus filhos? Eu estava muito acostumada com a prática de elaborar projetos de ensino, mas nunca cogitara ver pais fazendo isso.

Mas entendi que não deveria me causar supresa. Nós fazemos projetos e planos para viagens, para construir uma casa, para reformar um cômodo, para um evento de casamento… Como não faríamos isso ao considerar algo tão mais valioso como a vida daqueles que Deus colocou em nossas mãos?

E é nesse sentido que apresentamos aqui a proposta de Afterschooling: uma postura de quem sabe que tudo o que envolve a vida familiar está moldando, de alguma forma, o caráter, as emoções e o intelecto de seus filhos. É a decisão de educar de forma intencional, focando nas habilidades e atitudes que cada criança precisa desenvolver e trabalhando isso nas atividades do dia a dia.

Antes de prosseguirmos nessa série, convido você a refletir e compartilhar conosco aqui nos comentários, caso considere adequado:

Você tem, hoje, um projeto claro sobre o que precisa desenvolver com cada um de seus filhos na área intelectual, na área física, no caráter e na fé?

No próximo sábado, dia 20, teremos uma série de 5 lives para conversar sobre como você pode montar um programa de Afterschooling de forma prática. Quer aprender? Então clique nos links para já ativar o lembrete no Youtube e participar conosco:

AFTERSCHOOLING: COMO MONTAR SEU PROGRAMA

20/11 (sábado)

08h30 – 1 – Escolhendo sua base

10h30 – 2 – Incluindo tópicos de conhecimento e habilidades físico-motoras

14h30 – 3 – Incluindo o desenvolvimento das habilidades de linguagem

16h30 – 4 – Incluindo o desenvolvimento das habilidades cognitivas

20h30 – 5 – Incluindo o desenvolvimento das habilidades de caráter e fé

AFTERSCHOOLING: educação além da escola [Parte 1]

O que é afterschooling?

Há alguns anos o movimento em favor do homeschooling – educação domiciliar – tem ganhado força no Brasil, especialmente por defender que a família pode e deve assumir o papel principal na educação de seus filhos. Muitas famílias, no entanto, sabem que assumir a educação formal da criança em casa exige muito preparo e disponibilidade de tempo, o que nem sempre é possível. Neste contexto é que a prática do afterschooling tem sido apresentada como uma modalidade educativa viável para muitas famílias.

Mas por que é preciso falar sobre isso?

Houve um tempo, no Brasil, em que as pessoas olhavam para livros com mais de 300 páginas e diziam: “Deus me livre de um livro tão grande! No máximo leio gibi da Turma da Mônica.” E todos achavam isso muito engraçado. Afinal, ser brasileiro era sinônimo de ser festeiro, animado, e sem muita preocupação com tudo isso de conhecimento.

E seguíamos assim, entre os piores do mundo na capacidade de entender um texto ou produzir algo mais importante do que desfile de escolas de samba ou futebol…

Embora muitas pessoas ainda sintam dificuldade em ler qualquer texto com mais de 1.000 caracteres, há alguns anos um grupo de pessoas têm despertado. Nos sentimos como quem acorda de um sono confuso e se pergunta: “Quantas lacunas eu percebo na minha formação! Quanto eu deixei de crescer e desenvolver minha mente, minhas habilidades, meu espírito e meu coração! Quanto tempo eu perdi esperando que outros resolvessem minha vida e meus problemas!”

E entre esses que despertam estão muitos pais e mães que, ao olhar para seus filhos, percebem que era hora de uma mudança. Entendendo que não resolveria ficar reclamando do governo ou esperando que algum dia a educação fosse melhor, levantaram-se e começaram a trabalhar para oferecer aos seus filhos uma formação diferente. Pais e mães que querem, um dia, ver em seus filhos homens e mulheres fortes, inteligentes, felizes e bem preparados para cumprir sua vocação, mesmo vivendo em meio a um mundo caótico e sem Deus.

Os problemas, no entanto, começam assim que você toma essa decisão. Especialmente hoje, quando somos bombardeados por todos os lados com tantas informações. Por onde começar? Quando? Qual a melhor forma de ensinar meus filhos? Como posso ajudar meus filhos se nem eu mesmo sei o que eles devem estudar em cada etapa? E se eu estiver exigindo demais? E se perder a fase em que eles conseguem aprender?

Em resposta a perguntas como essas é que temos trabalhado aqui, buscando orientar aos pais que estão determinados a assumir o papel principal na educação de seus filhos, mas sentem-se perdidos e sobrecarregados ao pensar sobre o que fazer em meio a tantas informações. Nosso propósito é ajudar cada família a descobrir o perfil da SUA família, as habilidades de intelecto e caráter que o SEU filho precisa desenvolver hoje e focar nisso, livrando-se da pressão de tentar fazer tudo o que outros fazem – ou dizem que você deveria fazer – e ganhando mais tempo para viver, de forma tranquila, o que realmente importa.

Nesse caminho, que começamos oficialmente em 2016, encontramos muitas famílias que não praticam o homeschooling, mas ainda fazem questão de assumir o papel principal da educação dos seus filhos, mesmo que eles frequentem a escola. A esse formato de educação nós chamamos hoje de Afterschooling – ou depois da escola. Foi assim que meus pais me educaram e sou imensamente grata a eles por isso. E para ajudar aos pais que também querem fazer isso nós decidimos fazer aqui uma pequena série de textos explicando melhor como você pode adotar esse formato de educação de modo organizado para conduzir seus filhos para lugares mais altos.

1. O QUE É AFTERSCHOOLING?

Quem decide o que seus filhos vão aprender?

Neste tópico vamos conhecer um pouco melhor sobre essa modalidade de ensino que tem sido adotada por pais que não abrem mão de estar à frente do processo educativo de seus filhos, mesmo que eles frequentem a escola.

O termo after-school, do inglês, significa literalmente “depois da escola”, e começou a ser usado de modo mais específico no final da década de 1880, quando algumas organizações americanas passaram a criar programas de reforço escolar e atividades extracurriculares para complementar o que a escola não tinha condições de ensinar em horário normal, ou trabalhar as dificuldades específicas das crianças em seu desempenho acadêmico.

Na verdade programas assim começaram bem antes que o nome “afterschooling” se tornasse comum – especialmente por iniciativa de indivíduos e igrejas em diferentes países, que tinham como intenção ajudar as crianças em situação de risco ou que começavam a deixar o trabalho infantil e ter acesso à educação escolar.

Com o passar do tempo, no entanto, esses programas foram se tornando mais organizados, assumindo a característica de complementar a educação escolar, ou seja, trabalhar o que a escola não tinha condições de trabalhar em seu horário normal.

Hoje, diversos grupos defendem que o afterschooling domiciliar trata-se deste complemento, por parte dos pais, ao que a escola não oferece. Aqui, no entanto, nossa proposta é de algo diferente: defendemos que a escola é que deve ser um complemento à educação que os pais escolheram para seus filhos. Quando os pais assumem o papel principal, eles é quem determinam a educação que seus filhos receberão.

Antes de passar para o próximo tópico, reflita sobre este aspecto e compartilhe conosco nos comentários abaixo: como você vê, hoje, a situação da sua família?

1 – ESTOU À FRENTE – Temos um projeto de educação e formação de nossos filhos, e contamos com auxílio da escola, tutores, cursos ou materiais para complementar com o ensino que exige conhecimento especializado.
2 – ESTOU COMPLEMENTANDO – Nós complementamos a educação escolar, ensinando alguns outros assuntos que queremos que eles aprendam e que a escola não trabalha.
3 – ESTOU AJUDANDO – No momento nós temos apenas ajudado nas lições de casa e atividades que a escola propõe.

Katarine Jordão
Educar com Sapiência

FONTES DE CONSULTA:

HALPERN, Robert. A Different Kind of Child Development Institution: The History of After-School Programs for Low-Income Children. Teachers College Record Volume 104, Number 2, March 2002, pp. 178–211.

Como saber o que é prioridade na educação dos meus filhos?

Bom dia, gente!
Vou confessar um problema aqui para vocês: eu tenho uma grande dificuldade em focar no que é prioridade em cada momento.
Essa semana que passou minha cabeça parecia uma daquelas malas que a gente leva na viagem: porque para ir a gente arruma tudo (eu amo arrumar mala!), mas enquanto está lá vai só colocando de volta e na hora de voltar, já com pressa, você senta em cima e dá um jeito de fechar o zíper pedindo a Deus pra ele aguentar a pressão até chegar em casa.

Então hoje eu acordei umas cinco e pouco da manhã, passei um café e sentei no escuro pra pensar. Acontece que nós decidimos preparar um projeto promocional diferente aqui no Educar com Sapiência e, como sempre, pensamos tantas coisas que eu simplesmente não sabia por onde começar. Então fiz o que a gente precisa fazer nessas horas: sentei e comecei a tentar tirar o que estava em excesso. Como os excessos cansam, não é? Cansam porque nos atrapalham constantemente de focar no que é mais importante.

Quem me acompanha sabe quanto eu vivo em crise com as redes sociais por diversas razões, mas especialmente porque o excesso de informações, todas tão urgentes, cansam a mente e a alma da gente. Bem dizia a minha avó: “Nessa vida, tudo demais é castigo!”

Acontece que estava pensando nisso tudo e entendi que o problema que eu tenho é o mesmo que muitos pais têm ao decidir oferecer a melhor educação aos seus filhos: de repente tudo é tão urgente que parece quase opressiva essa tarefa de educar.

Tenho que trabalhar o inglês desde já? Qual é o método de alfabetização correto? E pode alfabetizar nas duas línguas ao mesmo tempo? Leitura em voz alta… Certo. Ah, esse livro não pode? Puxa, ainda bem que soube. Mas, e agora? Quais mais não posso ler? Então um material didático errado pode arruinar meu filho para sempre? Ah, então o principal é atividade ao ar livre e na natureza. Não, espera. O principal é trabalhar o caráter da criança. Mas e o ensino religioso, não é a mesma coisa? Latim? Então deveria ensinar Latim? Ah, Educação Clássica é o único caminho. Vou ter que descobrir o que é isso. Então acho que o mais importante é encontrar o melhor currículo. Ou o melhor método? Mas e a tal da coordenação motora? Ah, então vou ter que estudar mais sobre neurociência. Ou é neuropedagogia? Não, espera… Preciso ensinar meu filho a estudar sozinho para que ele aprenda tudo isso. Mas acho que nem eu sei como estudar, e agora?

Pois é… Acho que esse parágrafo acima poderia continuar e continuar quase infinitamente se não conseguirmos, em algum momento, parar esse ciclo vicioso e organizar o que estamos fazendo. Porque o problema não é que algumas preocupações ou tópicos desses não sejam relevantes. O problema é achar que todos eles têm o mesmo grau de importância e que todos precisam ser considerados ao mesmo tempo.

É por isso que precisamos entender a lógica da PRIORIDADE. Basicamente, o que é mais importante NESTE MOMENTO?

Certo, preciso definir o que é prioridade. Mas como saber, em meio a tantas informações, o que deveria ser meu foco agora?

Pois bem, considere isso:

1 – Para saber o que é mais importante você precisa saber qual é o seu objetivo. O que você quer alcançar? Se vai ao mercado comprar algo para preparar um jantar especial, o que te impede de ficar rodando entre as prateleiras sem saber o que levar? Exato, você sabia o que comprar porque sabia o que queria fazer com isso. No caso da educação vejo muitos pais agindo como se estivessem no mercado pegando aleatoriamente os produtos nas prateleiras conforme alguém lhes diz que aquilo é bom para alguma coisa.

2 – Para saber o que é mais importante você precisa conhecer os resultados, ou seja, saber o que cada atividade ou disciplina faz pela criança. Voltando ao mercado, como você sabe que precisa pôr açúcar em sua lista de compras? Porque você sabe que o açúcar adoça e para fazer o bolo precisará colocar açúcar. Agora aqui vem um ponto importante:

Existem duas formas de decidir o que ensinar prioritariamente à criança, assim como existem duas formas de comprar no mercado:

  • Seguindo uma “receita”, ou seja, escolhendo conforme alguém que conhece o assunto diz para você o que vai precisar. Ou:
  • Seguindo seu conhecimento, ou seja, escolhendo conforme o que você sabe que pretende fazer e os “ingredientes” que precisa para alcançar o resultado que almeja.

O que é mais fácil? Alguns podem pensar que é mais fácil seguir receitas. Eu penso que é mais fácil conhecer os ingredientes e como eles funcionam juntos, porque então você não precisa ficar preso às receitas, exceto quando se trata de algo novo que você ainda não sabe como fazer. Eu, pelo menos, amo a liberdade de trabalhar sabendo o que estou fazendo, porque sempre que algo muda ou sai “dos eixos”, eu não preciso me apavorar. É só adaptar conforme o que é mais importante para o momento, com confiança e tranquilidade.

E digo a vocês… Como eu prezo pela tranquilidade! Não a tranquilidade de não precisar fazer, mas de não viver angustiada, sabe? Não viver me sentindo como quem corre atrás do vento em todas as direções, sem nada produzir de real. Não me sentir oprimida como se estivesse seguindo o caminho errado sem saber se de fato é ou não.

Pois bem, eu comecei dizendo que me sentei às 5h30 da manhã (já são 07h46 agora) para repensar nosso projeto de promoção anual. Então deixem-me contar porque a forma como organizamos isso tem a ver com ajudar as famílias com as suas prioridades.

Como vocês já devem ter visto, ano passado nós iniciamos um curso novo chamado Planejamento do Ensino Familiar. A ideia desse curso era ser algo extremamente prático. E foi o que fizemos. Eu sempre defendo aqui que educação é formação. Antes de tudo, formação de quem quer ensinar. Por isso nossos cursos aqui são para quem quer mesmo aprender, se empenhar em conhecer, dedicar tempo em sua formação para entender mesmo, não querer receitas prontas de alimentos pré-cozidos. MAS quando o assunto é saber definir o que você precisa fazer ou deixar de fazer, eu entendi que era preciso um passo a passo que desse uma visão panorâmica de como funciona a educação para que os pais pudessem terminar o curso com seu planejamento de ensino em mãos, e um planejamento que fosse real: possível de ser colocado em prática MESMO.

Bom, quando nossa primeira turma terminou, uma das coisas que os alunos tinham preparado era a lista de materiais. Não porque eu passei uma lista pronta, mas porque o curso possibilitou que eles entendessem o que queriam trabalhar no próximo ano com seus filhos e o que DE FATO precisavam comprar a partir disso (insisto e antecipo que precisamos comprar muito pouco para formar grandes homens e mulheres).

Então uma das alunas me disse que teria sido muito bom se o curso tivessem terminado antes da Black Friday, porque então todos poderiam ter seguido sua lista, sem se desesperar em comprar tudo o que viam em promoção.

Pois bem. Então esse ano assim será. Ao invés de começar o curso em novembro, nossa turma começará no dia 16 de outubro, encerrando em 18 de novembro, para que todos os que seguirem o passo a passo conosco durante as nossas 20 aulas, consigam economizar no final do ano, comprando somente aquilo que precisam para seu próximo ano de ensino familiar.

E foi pensando nisso que decidimos antecipar uma parte da nossa Black Friday, aliás de uma forma como ainda não fizemos antes:

No dia 05 de outubro se comemora o Dia Mundial dos Professores. Sim, embora aqui no Brasil nossa data seja dia 15 de outubro, a data internacional é no dia 5. Bom, eu frequentei a escola a vida toda, mas ainda assim digo que meus pais foram os melhores professores que eu já tive. Então em homenagem aos pais que desejam ser também os melhores professores que seus filhos já tiveram, decidimos criar um pacote de cursos para aqueles que esperaram por uma oportunidade para investir em sua formação. Até hoje nós nunca colocamos os cursos em promoção, porque eu considerava que para os cursos eu gostaria de pessoas que estivessem dispostas a investir o valor real do curso. Mas desde que passei pelo processo de me casar, entendi que muitas vezes nós podemos esperar muito para conseguir algo que precisamos em um valor que seja possível em nosso orçamento.

Assim, no dia 05 de outubro nós abriremos inscrições para a nova turma do curso de Planejamento do Ensino Familiar com uma condição muito especial: nesse dia, além de poder escolher uma das opções:

  1. Adquirir o curso de Planejamento com 15% de desconto (de 485 por 412 reais), ou
  2. Adquirir um pacote com o curso de Planejamento + 4 cursos da nossa grade de Formação de Pais e Professores com mais de 50% de desconto (de 1.410 por 680 reais).

MAS ATENÇÃO! As inscrições para o curso ficarão abertas até dia 13/10, porém as opções promocionais acima serão válidas SOMENTE no dia 05 de outubro.

Esse curso é uma prioridade em sua vida nesse momento?

Para saber veja mais sobre como funciona, o que trabalhamos e os resultados que os alunos alcançaram. Se for, espero com alegria você em nossa turma. Garanto que é uma experiência que realmente fará diferença e ajudará a saber o que de fato seu filho precisa e como você pode organizar isso!

Veja abaixo alguns depoimentos de nossos alunos, ou clique na página do curso para mais informações:

Curso Planejamento de Ensino Familiar

E você? Qual a sua maior dificuldade em definir prioridades?
Responda nos comentários abaixo!